Do Outro Lado do Balcão

julho 10, 2008

Constatação!

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade,Protesto! — O Balconista: @ 14:06

A Morena, porque ganhou um cartão de desconto de uma farmácia aqui de Brasília, me fez rodar 10 Km só para poder usá-lo na compra de uma (01 unidade) aspirina… É MOLE?!?!

Sabe o que é pior? Eu nem reclamei e ainda achei bom…

Definitivamente, eu sou uma besta.

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junho 2, 2008

Você conhece a Liviolândia? E a Lenda do lugar?

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Protesto! — O Balconista: @ 14:04

 

 

 

            Mulheres…BAH!

 

 

 Vocês já devem ter me ouvido falar que mulher é um bicho muito parecido com seres humanos, né?! Pois é, depois disso, já ouvi me chamarem de grosseirão, turrão, machista e outros adjetivos que não convém citar, mas, mais uma vez, preciso vir à público para relatar um fato estarrecedor.

Aos mais sensíveis, por favor, fechem seus navegadores, ou não prossigam daqui, e nem leiam em voz alta, porque não quero ser responsável por futuros traumas causados em crianças de tenra idade.

Pois bem. Depois não digam que eu não os avisei!

Todos já devem ter ouvido alguém, em algum lugar, dizer que “com mulher não se pode dar folga”, ou “que mulher tem de ser tratada assim: no cabresto curto”. Não é mesmo?

Pois é. Eu tive uma infância diferente. Minha mãe sempre me ensinou que deveríamos tratar a mulher com dignidade e igualdade, não obstante termos mais neurônios que elas, e que não deveríamos fazer nada que pudesse magoá-las.

Mamãe, eu tentei! Juro que tentei!

Por força desses ensinamentos, ao longo dos anos, pautei minhas ações para com o sexo feminino da forma mais digna e mais respeitosa possível.

Recentemente, vocês devem ter ouvido dizer que eu não sou mais um bem no mercado, ou seja, que eu estou namorando, mas, não obstante todo o amor que eu tenha dedicado à minha amada e jamais traída namorada, e independentemente do tratamento de princesa que lhe proporcione, fui surpreendido por aquela que diz me amar.

No dia vinte e cinco de maio, próximo passado, recebi a seguinte missiva eletrônica “daquela advogadazinha”, contendo uma ameaça aterradora. Vejam só:

A soberana suprema da Liviolândia vem por meio desta intimar V. Senhoria a providenciar urgentemente a satisfação da necessidade abaixo especificada no prazo máximo de dez dias, sob pena de açoite em praça pública e greve generalizada.

 

Atenciosamente.

 

Na referida correspondência havia um anexo de uma imagem de um casal de abraçando, e, ao que se percebe, o e-mail possuía o objetivo de pedir um abraço, fato que, à toda a prova, deveria ser uma coisa romântica. Mas não foi, né?!

Resolvi então que seria hora de dar um basta naquilo e que, a partir de então, a colocaria no seu devido lugar, mas, ainda assim, respeitando os mandamentos que a minha santa mãezinha havia me ensinado.

Precisava bolar um jeito de encurtar o cabresto e acabar com a folga daquela que se intitula minha namorada.

Resolvi que a mandaria para a “pííííííta-que-pariu” ou para o “raio-que-o-parta”. Não. Melhor que isso! Vou mandá-la para o reino dela! É isso! Vou criar o reino dela: a Liviolândia, eu serei um residente que irá mostrar para o mundo como uma mulher pode ser vil e cruel com o homem que a ama, principalmente, levando-se em consideração que EU serei o autor da estória. Rá!

Sabe o que aconteceu?! Ela se apropriou daquilo, criou um blog e agora me escravizou para ficar escrevendo estórias para ela.

Humpf!…

O Balconista.

 

 

 

 

 

maio 22, 2008

TODA A CARAVANA DE PUTAS TEM UM MOTORISTA

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade,Protesto! — O Balconista: @ 09:28

Tem gente que não se enxerga mesmo, né?

Explico.

Basicamente o homem médio tende a trabalhar mentalmente com as seguintes máximas: “a galinha do vizinho é sempre mais gostosa que a minha” e “o pior sempre acontece comigo”.

Pois bem.

A moça que escreve sobre bundas e buracos, ali ao lado, resolveu mudar de foco e contou sobre um episódio, que reputo verídico, de sua vida.

Disse a gentil senhora que foi a organizadora da caravana de putas que animou os comensais na Santa Ceia, após terem eles se refestelado de pão e vinho. Tudo isso para justificar um simples problema de cancelamento de senha na internet e um péssimo atendimento do HelpDesk da empresa provedora do serviço.

Penso que este exemplo se encaixa perfeitamente nas máximas que transcrevi no início deste post, pois quer ela fazer crer que é a mortal mais infeliz do planeta, ou, de outra maneira, que Murphy lhe dá uma atenção toda especial no quesito “como estragar meu dia feliz”.

Tem dó, né, “fia”?!

Tal ato é, até que se faça prova em contrário, uma demonstração clara de egoísmo e auto-penitência sem precedentes e para lá de desnecessária.

Minha senhora! Por favor, olhe para os lados e perceba que existem problemas maiores que o seu. Imagine que há pessoas que não tem os braços e nem por isso deixam de ter coceira no cu, ou nem por isso vão deixar de limpar a bunda.

Veja bem. Você tem um namorado lindo, gente boa, bem sucedido, que gosta de sexo, professor universitário e que te ama e faz quase tudo por você, e você ainda fica reclamando?

Veja o meu caso, por exemplo. Resolvi me apaixonar por uma gentil donzela que:

a)     reside a mais de 400 quilômetros da minha residência;

b)     é uma advogadazinha recém formada, que tem a nítida sensação de que é gente;

c)      possui uma mãe que odeia, eu disse odeia, pessoas que “provém da internet”, e que moram longe da casa dela porque são todos um bando de malucos;

d)     não tem solidariedade para com o próximo;

e)     tem um coraçãozinho negro, duro e pequeno;

f)        os ex-namorados dela residem na mesma cidade, e eu aqui, a mais de 400 quilômetros, pensando que todos devem ser canonizados por não tentarem tirar uma casquinha de uma morena estonteante;

g)     tem uma amiga que é bruxa e vive tentando costurar o meu nome nos lábios de um anfíbio anuro obeso;

h)      vez por outra furta minhas roupas íntimas para enterrar em algum lugar que eu prefiro não saber;

Isso só para falar o mínimo!

Voltando, agora ao “mi mi mi” da cafetina organizadora da caravana de putas, pergunto: As meninas eram gostosas? Fogosas? Os comensais tiveram que pagar alguma coisa pelos “serviços prestados” ou aquilo foi um mero gesto de caridade? Algum dos apóstolos teve sífilis? Gonorréia, talvez?

Enquanto isso não for respondido, fico por aqui, buzinando dentro da van para ver se as meninas voltam logo dessa “tal Ceia”, de tal sorte que eu possa levá-las de volta para casa, ainda a tempo de pegar o jantar da patroa bem quentinho.

Mas fiquei pensando uma coisa… Como é que é que ela vai me pagar esse frete?

O Balconista.

maio 21, 2008

NOTA DE PESAR

Filed under: Felicidade,Protesto!,Sei lá! — O Balconista: @ 19:48

 Lamento informar aos interessados e futuros ex-leitores deste blog.

 

Se vocês não entenderem muito do que for dito aqui, não se espantem. Para a completa compreensão da controvérsia, será necessária a leitura atenta deste e de mais alguns outros blogs, principalmente o Bunda Furada e o Livinrooom.

 

Explico.

 

Dizem alguns que vendi minha alma ao Diabo por trinta e três moedas de prata e a procuradora dele na Terra, a Sra. advogadazinha recém formada e editora do Livinrooom – “A Revistinha de Sexo Literário e Opinião sobre Moda da Mulherzinha Moderna”, vem cobrando de forma implacável os supostos direitos de seu constituinte. Então, se não lhe dou a devida atenção, já sabem né? Ela ameaça convocar as amigazinhas dela que vão me enfeitiçar ou então “rumar” um taco de baseball na minha “fuça”. Então, melhor não discutir muito.

 

É certo que a maioria dos posts aqui publicados não são mais direcionados ao público em geral, são, pois, demonstrações efusivas, ainda que algumas vezes cômicas, ácidas ou sarcásticas, de um amor que desabrocha e que se deseja tenha bons frutos.

 

Espero que vocês tenham tanto prazer na leitura desses textos, assim como eu tive ao escrevê-los, ou ao relembrar as histórias pelas quais esta morena de sorriso largo e cativante me fez passar. E tem cada uma…

 

O Balconista.

maio 20, 2008

A Solidariedade Morreu!

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Protesto! — O Balconista: @ 22:50

 

            Outro dia estava eu zapeando por entre os vários blogs da internet, quando me deparei com o seguinte post (confira aqui).

Após lê-lo, percebi, ou pelo menos achei, que ele relatava um pequeno trecho de um episódio que aconteceu em minha casa.

Eu sei que a resposta não veio a tempo e hora, como poderão alegar alguns, mas, somente hoje, depois de refeito do susto e mais recuperado do choque, me sinto apto a falar sobre a falta de solidariedade que tem sido a tônica em nossa sociedade.

Deixe-me contextualizá-los.

Em um determinado final de semana, aquela que se intitula minha namorada, veio me fazer uma “visita”.

Eu, inocentemente, pensava que se tratava de uma visita, ou de uma demonstração de amor e saudades, dessas que os casais normais e que se amam cansam de fazer, e parece, aos nossos olhos, uma coisinha para lá de piegas.

Que engano o meu… Ela veio para fazer uma fiscalização. É! É isso mesmo que vocês leram. F-I-S-C-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O. Lembram daquelas mulheres que saíam, na década de 80, com um bottom pregado em suas roupas, escrito “Eu sou Fiscal do Sarney”, e faziam verdadeiras blitz nos supermercados para controlar a alta dos preços? Pois é… a história é bem parecida.

Ainda em minha inocência, convidei “aquela que se intitula minha namorada” para um jantar romântico a dois, com direito a vinho e luz de velas em um restaurante francês que é um charme. Eu preparei o ambiente todo. Conversei com o maitre do lugar para reservar um cantinho só para nós, cardápio especial, enfim, pensem em tudo, e tinha a nítida sensação de que seria impossível que não conseguisse ganhar a menina e ainda levar de brinde uma maravilhosa noite de sexo selvagem.

Mais um engano de minha parte. Murphy, que ronda os meus sonhos, aprontaria mais uma das suas…

Pois bem. Estava eu me arrumando quando ouvi um grito surdo ecoar na porta da minha casa. Saí do closet todo atrapalhado, ainda abotoando a calça jeans, quando me deparei com a seguinte cena: minha amada e jamais traída namorada plantada na frente do apartamento, com um sorriso cínico na fronte, e um balãozinho na cabeça (daqueles de pensamento), escrito: MORRA DESGRAÇADA!

De relance, eu ainda consigo ver as madeixas loiras da vizinha do 217, que se deslocava para o seu apartamento, no ritmo do tilintar das garrafas de vinho que carregava.

Pronto! Tinha de ser aquilo para estragar a minha noite! Só um fator surpresa daqueles seria capaz de colocar por terra todo o meu plano.

Aí, só me restava uma coisa, descobrir o que estava acontecendo.

– Que foi que aconteceu? – perguntei.

Com cara de não muitos amigos ela gemeu baixinho, e, me olhando fixamente, disse:

– A-d-i-v-i-n-h-a. – e indica com a cabeça a porta da loira, que ainda se atrapalha pra abrir a porta segurando a sacola com as garrafas de vinho.

            – Hein? – retruquei.

            – ISSO é sua vizinha? – como que num passe de mágicas ela coloca as mãos na cintura e arqueia a sobrancelha, esperando, sinceramente que aquelas poucas palavras soassem como uma defesa de doutorado para uma banca de catedráticos que já haviam lido mais de quinhentas páginas da tese. Pretendendo evitar maiores conflitos, e garantir, ao menos em parte agora, uma simples noite de sexo, respondi, ainda vacilante, na expectativa de ganhar mais algum elemento de compreensão: – Ah, é…eu também acho isso um absurdo.

– Ah, acha?

            – Acho sim. A coitada nem tem açúcar em casa. Já veio várias vezes me pedir uma xícara para poder terminar a receita do bolo que a sua santa mãezinha lhe ensinou…

            Nesse instante eu tranquei a porta do apartamento, agarrei a morena pela cintura e fui direcionando-a na direção do carro, na expectativa de que o foco da discussão mudasse.

Como eu havia dito, e após refeito deste susto, peguei-me pensando sobre como é difícil acreditar o quanto as pessoas são insensíveis aos problemas da vida alheia.

Coloque-se na seguinte situação. O preço dos ovos, leite, trigo, manteiga e fermento estão pela hora da morte, e no momento que você começa a preparar uma receita de bolo, não se deve parar, sob pena de transformar aquela coisa que deveria ser fofinha em alguma substância com consistência de bolo de aipim e de gosto um tanto duvidoso.

Como é possível então negar para o próximo uma reles xícara de açúcar? Nós somos cristãos, PELOAMORDEDEUS! Então, deveríamos nos empenhar mais em amparar o próximo, e fazer para com ele o que esperaríamos que nos fosse proporcionado.

Será que eu estou pensando alguma coisa errada? Acho que não.

GENTE DO CÉU! Como pode existir uma mulher assim sem coração? Que se esquece que a solidariedade deve ser cultivada desde a mais tenra idade? Cá pra nós, eu tenho quase certeza que ela é incapaz de dar um telefonema, daqueles de um realzinho mesmo, na Campanha da Fraternidade ou no TeleTom. Vá de retro! Credo em cruz, mangalô-trêis-veiz!

Definitivamente, a solidariedade morreu!

O Balconista.

abril 28, 2008

A Mãe da Noiva.

Filed under: Protesto!,Sei lá! — O Balconista: @ 09:54

Dez da manhã. Dia claro e sem nuvens. A previsão do tempo anunciava uma chuva que nunca veio. Toca o telefone:

 

– Bom dia! – diz ela.

– Bom dia. – diz ele numa voz gutural e pouco amistosa.

 

Talvez ele tivesse pensado: “Bom dia pra quem, cara pálida?!”, mas resolveu que não seria apropriada a abordagem. Quem sabe ele tivesse pensado em margaridas e crisântemos quando ouviu a voz alegre ao telefone, ainda que fossem oito e meia da madrugada daquele sábado. Ela tinha dessas coisas.

 

Levantou, resignado com a vida e decidiu que um banho quente seria a melhor coisa a fazer.

 

Depois do vidro embaçado e de uma tentativa vã de pentear os cabelos, vestiu a calça e, no momento em que a abotoava, a porta do quarto se abriu e ela entrou, interrompendo o mau humor que o dominava com uma seqüência indiscutível de beijos matinais.

 

– Meu amor! Tenho uma coisa importantíssima para te dizer. Se, por algum acaso, ou nalgum dia você vier a encontrar com a minha mãe, ou for a ela apresentado, jamais, eu disse jamais, diga a ela que nós nos conhecemos na Internet e que você mora em outra cidade… Ela odeia “esse tipo de gente”. Ela acha que são todos uns aproveitadores e pervertidos sexuais. Tudo isso depois que as minhas tias mostraram para elas aquelas reportagens sensacionalistas do “Aqui Agora!”…

 

O dia parecia promissor, mas, Murphy sempre cobra seu tributo dos incautos. O telefone celular toca e o ogro irritado escuta a metade do diálogo:

 

– Alô?… Hein?… Como assim ninguém foi na festa da prima?… Hein?? E agora eu é que tenho de resolver o problema? Fala séeeerio…. Vocês vão para a Novena de Santa Clara do Passa Quatro, e eu é que tenho de ir para o abatedouro?!! Tenha dó, né?

 

Ele arqueia a sobrancelha, desconfiado. Aquela introdução não soava nada animadora.

 

– Hum… Sei, mãe… Claro que sim… Eu não estou brigando com a senhora… Mãe…. Não Mãe, eu não estou reclamando porque a senhora foi para a Novena…. Não, Mãe, não me rogue praga… eu também sou devota de Santa Clara do Passa Quatro, mas ontem eu queria encontrar com o meu namorado…Tá… eu vou lá então. Compro o presente e vou lá.

 

“Droga”, pensou ela. “E agora, como eu convenço a fera?”

 

– Amorziiiiiinhooo… – O silêncio paira sobre o quarto, como naqueles momentos em que a presa pressente a proximidade do caçador, aguardando somente ouvir o tiro fatal…

 

– Beeeeenhêeeee…. vamos ao shopping comigo? Tenho de comprar um presente que a mamãe pediu…

 

– Claro que sim, meu amor! – ele repete a frase cunhada pra livrá-lo de maiores discussões.

 

Shopping. Sábado pela manhã. Poupá-los-ei da descrição do inferno. Dante o fez com mais propriedade do que eu conseguiria fazer.

 

Presente comprado, mas sem não antes colocá-lo numa sinuca de bico, daquelas parecidas com perguntas feitas às quatro da manhã ao retornarem de uma festa: “Quem era aquela loura xexelenta que não tirava o olho de você?” E você responde como se não soubesse: “Loura? Que loura?” E torce para tudo terminar ali…

 

Depois do shopping ele imaginou que merecesse um banquete e logo depois, se refestelar com a presença daquela que lhe iluminara o dia. Ledo engano. Hora de pagar o tributo a Murphy.

 

– Beeeenhêeee… nós vamos lá na casa da fulaninha entregar o presente e tomar uma bronca porque nós não fomos na festa, viu?

 

A vontade dele era de gritar com ela. Mas, como argumentar quando ela vinha para o lado dele com aquele sorriso irritante?

 

O orgulho devidamente resguardado, rabo entre as pernas, língua para fora e lá se foi ele, caminhando ao lado de sua dona para onde quer que ela fosse.

 

Terminada a tarefa, ele pensou, seria recompensado. Mais uma vez ele estava enganado. O pior ainda estava por vir.

 

– Tem mais uma visitinha que devemos fazer… Vira aqui, ó… Isso… é nesta casa… Vou te apresentar alguém muito importante para mim…

 

“Isso não vai dar certo…” ele pensou, mas resolveu que também não seria prudente fazer este comentário. Desligou o rádio do carro, a tempo ainda de ouvir o último boletim do tempo: “Atenção, senhoras e senhores, a previsão para as próximas horas é de chuva grossa, ventos fortes, raios e trovoadas por toda a região metropolitana de …”

 

– Tá certo… – ele resmungou, como se o dia pudesse ficar pior.

 

– Benzinho, vem cá que eu quero te apresentar alguém…

 

– …

 

– Essa aqui é a mamãe…

 

– …

 

– Mamãe, esse aqui é o meu namorado da internet e que mora em Brasília…

 

– …

 

– Nossa, filha, que mão gelada que ele tem… ele está bem???

abril 2, 2008

Murphy apronta das suas!

Filed under: Protesto! — O Balconista: @ 11:01

Mais uma vez, a previsão do tempo não se apresentou correta, ou melhor, não conseguiu se concretizar…

O Sol anunciado para o final de semana começa a se apresentar juntamente com algumas núvens, que podem ofuscar a magnitude do “Astro Rei”.

Mas isso é normal, né? Vocês já estão acostumados a saírem de casa de camiseta e bermuda, na esperança de um Sol escaldante, e, no próximo minuto, entra uma frente fria vinda da Argentina que deixa todos os pelos do único monossílabo tônico do corpo humano que não toma Sol completamente arrepiados?

Pois é… foi exatamente o que aconteceu comigo.

Quando tudo parecia caminhar em um rumo da bonança após a tempestade, alguém, lá em cima, resolveu colocar um ventilador ligado sobre as nuvens negras para que elas voltassem para a minha cabeça!

Maldito Murphy!

Minha qualificação de mestrado insiste em se agendar, sim, porque ela ao que parece tem vontade própria, no dia 11 desse mês. O final de semana chega mais rápido que deveria, porque eu não consigo operacionalizar as coisas que preciso…

A minha cabeça resolveu doer incessantemente, a garganta, que também não ia deixar barato, resolveu “dar o ar da graça” e um “que” de gripe dá sinais de presença. Os dentes, todos os das arcadas inferior e superior, do lado esquerdo, resolveram ficar sensíveis, sem ter nem ou por que. Sensíveis ao ponto de água à temperatura ambiente fazê-los doer…

Alguns diriam: “Frescura!”

Eu diria: “Saudades e agonia…”

Por hora, despeço-me.

O Balconista.

março 19, 2008

Jogar tudo para o alto…

Filed under: Protesto! — O Balconista: @ 16:30

Sabe aqueles momentos da vida em que tudo parece estar fora do lugar?

Parece que o dia nasceu mais tarde, que a noite nem é tão escura; que as piadas dos seus amigos não fazem mais sentido e que você se sente um verdadeiro peixe fora d’água?

Aí, quando tudo parecia não ter mais como dar errado, tipo aquela sensação de que você chegou ao fundo do poço, eis que aparece Murphy na sua frente e lhe entrega uma pá, para que você cave mais fundo!

Sabe o que é o pior?

É que você, sofregamente, arrebata a pá das mãos do seu algoz, e começa freneticamente a cavar. Agradecendo aos Deuses por ter tido aquela oportunidade.

Tudo bem… só me resta agora atingir o magma do centro da terra. Eu morro de uma vez, bem quentinho, e está tudo resolvido! Pronto!

Pronto?!

O seu buraco, meu querido, aquele que você estava cavando, começa a encher de água! Você atingiu um lençól freático! Sua besta! Agora você não consegue mais cavar. Não consegue sair do buraco. Está todo elameado e molhado!

Perfeito! Melhor impossível!

POOOORRA!!

Porque que as coisas não acontecem de uma forma plausível… lógica… programável?? Porque simplesmente não te deixam morrer em paz?

Porque que tem de ser tudo sempre assim?? Um atropelo só! Nada se encaixa no lugar….

Que merda!

E agora? E agora eu te pergunto!

O que você faria? Jogaria tudo para o alto? Comprava uma bicicleta? Virava yogue e ia meditar ou resolvia ser ongueiro da WWF para ajudar aos merdas dos pandas a descobrirem o que é sexo e não entrarem em extinção pela falta de uma trepada! Ô bando de animais idiotas!

Eu estou assim. Infeliz com a vida. Mas feliz com as oportunidades (porra, uma pá?!).

O Balconista.

março 18, 2008

Pronto! Eu disse!

Filed under: Protesto!,Sei lá! — O Balconista: @ 13:17

Pronto!

Eu disse. Sem meias palavras ou rodeios.

Falei o que tive vontade. O que pensei e o que penso. Sobre mim e sobre nós.

Se ela entenderá? Não sei.

Se ela aguardará? Não sei.

Eu falei e pronto! Dane-se o mundo, o Bush ou os ursos panda em extinção!

Taí o texto inteiro pra quem quiser ler. Pra quem souber ler.

Só sei de uma coisa. O coração está mais leve e a sede do beijo dela, mais forte!

O Balconista.

fevereiro 18, 2008

Coisa mais chata!

Filed under: Protesto! — O Balconista: @ 10:28

Tem coisa mais chata na vida do que ser acordado no meio de seu sono reparador?!?

Tipo, imaginem alguém entrando no seu quarto porta a dentro, pulmões a pleno vapor, para perguntar a maior bobagem do universo, ou, para te trazer o telefone, porque “a moça da Brasiltelecom” está querENDO falar com você?!?!

Put@quepariu! Isso me irrita profundamente, tanto mais quando você não pode brigar com esta pessoa, por que, senão, as consequências podem ser proporcionais a de um incidente internacional, tipo daqueles quando um país resolve “mover” a sua fronteira um pouquinho mais para a direita…

Pois é… sogra é assim mesmo… parece que faz de tudo para te irritar (e algumas vezes consegue…).

Acho que talvez seja por isso que Deus não se casou, e nem autorizou aos padres que assim fizessem… já imaginaram a cena da sogra de Deus dando pitaco na criação?!?! Ou então a sogra do padre perguntando para ele, no meio da missa, se ele não está bebendo demais?!?!

É… cada vez mais eu concordo com a teoria de que as sogras (essa espécie de seres rastejantes, se é que vocês me entendem, que não entram em extinção) deveriam ser enterradas de cabeça para baixo, para que, na recorrência de um milagre, elas não tenham a chance de voltarem a te assombrar!

O Balconista.

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