Do Outro Lado do Balcão

abril 11, 2008

COMÉDIA ROMANTICA?

Filed under: Felicidade,Sei lá! — O Balconista: @ 10:33

            E o tempo que ele tinha se acabou. Hora de voltar para casa. Por mais que quisessem ficar juntos, a história da Gata Borralheira se repetia. Uma hora ele viraria abóbora e voltaria para a sua cidade… Que jeito?

– Vamos tomar um café? – disse ela, como que querendo animar o ogro que se postara ao seu lado.

– Claro que sim, meu amor! – retrucou, num tom não muito amigável.

Tomaram um café e pediram um suco com uma mistura de frutas que, por certo, ele não se lembraria jamais.

Enquanto sorvia aquela beberagem diet que ela insistia em lhe empurrar, ele pensava em quanto tempo faltava para a próxima troca de óleo do carro e quanto de desgaste de peças e pneus ele estava tendo com aquelas viagens. Aquilo, definitivamente ia acabar com o preço de venda daquilo que ele tinha por mais precioso.

Ficou mudo por uns minutos, pensando no orçamento que o mocorongo da oficina iria lhe apresentar. Enquanto isso, ela fitava seus olhos, como que tentando imaginar em pensamentos aquela mente estava imersa. Seriam pertinentes aos momentos tórridos de amor que tiveram, ou talvez ele estaria imaginando que aqueles encontros esporádicos poderiam vir a se tornariam um “namoro firme”. Ela não sabia quais eram as intenções dele. Se ele gostava dela como ela o idealizava, ou se aquilo para ele não passava de uma outra aventura.

Ele olhou para o relógio. Meio dia. Hora de deixá-la em casa. Ele teria mais 5 horas de estrada pela frente, e, dirigir no crepúsculo não era um pensamento que lhe agradava, principalmente considerando os seus 7 graus de miopia.

Ele beijou-a ternamente. Repetiu aquelas juras de amor que todo o homem faz para evitar maiores discussões nos relacionamentos e disse-lhe que precisava partir.

Ela bateu a porta do carro, como quem sela um destino fatídico.

Ele, a seu turno, sentiu a pressão do ar comprimindo-se dentro do carro e pensou:

– Droga, ela está achando que isso aqui é uma geladeira para bater com tanta força? Puta que pariu!

Engatou a primeira e fez o giro subir para 4.500 rotações por minuto. O ronco daquele motor 2.5 diesel era uma coisa linda de se ouvir. O sorriso iluminou seu semblante. Não havia nada mais prazeroso que domar aquela belezura. Soltou o freio fazendo a caminhonete pular como um cavalo chucro ao sair do brete.

Ele olhou pelo retrovisor. O olhar dela, parada na calçada, era devastador. Parecia que ele podia ver aquele coraçãozinho saltando do peito.

– Droga, eu não devia ter feito isso aqui. Agora ela vai ficar me enchendo o saco com aquele blá, blá, blá de que eu não posso ficar correndo na estrada… – pensou ele.

Sinal fechado.

– E agora? O que eu faço? Pensa, negão, pensa…

Uma luz surgiu na sua mente. Nenhum carro atrás. Engatou uma ré e voou em direção a ela.

Ela abriu a porta, aflita com aquela reação súbita.

– Esqueceu alguma coisa? – perguntou.

– Esqueci. Me dá mais um beijo!

 

 

 

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2 Comentários »

  1. Isso mesmo, mundo! Tremei!
    É um ogro, um homem execrável, feio, bobo, chato, fedido e um boçal aficcionado por carros!

    (será que é propaganda negativa suficiente pra desestimular a concorrência, amor?)

    Comentário por Lívia — abril 11, 2008 @ 10:43 | Responder

  2. Fedido NÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!!!!!!!!

    Comentário por O Balconista: — abril 11, 2008 @ 11:02 | Responder


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