Do Outro Lado do Balcão

agosto 8, 2010

Um complô na família…

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade,Sei lá! — O Balconista: @ 14:26

Querido diário…

Hoje descobri que, por mais que se ame a mulher que você escolheu para casar, e por mais que você tenha boas intenções em cultivar boas relações com a sua sogra, você não pode, em hipótese alguma, confiar nessas duas pessoas.

Tema do filme: “dormindo com o inimigo”.

Explico.

Eu tenho maravilhosas intenções de amar todos os meus sobrinhos: os de verdade, e os que eu adotei, e por isso, sempre que posso, eu os mimo com presentes.

Assim, eles sempre se lembrarão daquele tio-super-legal-que-mora-longe… Não é simples o raciocínio? Pois é…

Dar presentes para quem se ama é uma reação normal para qualquer pessoa… é uma prática comum e que o comércio incentiva com bastante vigor, basta olharmos para as ofertas de dia das crianças, natal, dia dos pais, etc.

Pois é. Eu resolvi dar um relógio para um deles. Um relógio de brinquedo é verdade, mas ainda assim é um relógio.

Como uma forma de cultivar as relações familiares e incentivar o diálogo no âmago do casal, pedi à minha querida amada e para sempre idolatrada esposa, que entregasse o “mimo” para a mãe dela, que também responde pela alcunha de “minha sogra”, de tal sorte que o brinquedo chegasse às mãos do Joãozinho (meu sobrinho) que mora em Uberlândia.

Simples e poético, você não acha? Só que as coisas não aconteceram bem desse jeito….

Você acredita que ela teve a pachorra de dizer para a mãe dela que o presente era dela, e que, não obstante os meus protestos, a “minha sogra” repetiu isso para a criança?!!?!?

E agora, como desfazer o trauma psicológico que pode vir a se formar no seio deste infante…

Imagino que agora ele deva estar se perguntando: “Onde teria ido parar o presente que o meu tio super-legal-que-mora-longe me deu? Será que ele se esqueceu de mim?”

Coitada da criança….

maio 7, 2009

Banca de Mestrado

Filed under: Uncategorized — O Balconista: @ 14:41

Amanhã é a minha banca de defesa do mestrado…

Sabe quando você se sente pequeno, e parece que não há nada que você faça que irá mudar esta sensação?

Eu odeio esperar… este sentimento é horrível… por mim eu faria esta banca agora e acabava com isso de uma vez por todas: ou era reprovado ou aprovado!

Tomara que a segunda opção prevaleça…

Quem sabe amanhã eu volto com boas notícias?

Até.

abril 28, 2009

Mestre?

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 12:17

Enfim: entreguei a minha dissertação de mestrado. Não ficou como eu queria, mas foi o que deu para ser feito.

Depois de um texto destes, que vem aliado à uma boa dose de stress, principalmente porque você será avaliado ao final, e das muitas revisões que ele demanda, eu já não estava conseguindo ler mais nada com a clareza de idéias necessária.

Agora só me resta aguardar… Dia 8 de maio saberei o resultado.

Ao final do processo, só sei de uma coisa. Valeu à pena! E, se tivesse de fazer tudo de novo, faria sem pestanejar.

Estudar é uma coisa muito boa.

Um abraço,

abril 26, 2009

Prova…

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade — O Balconista: @ 22:30

Meus alunos devem estar morrendo de felicidade; eu pelo menos estou. Amanhã eu aplico prova para eles: Segunda chamada para a turma de Direito Ambiental e Primeira avaliação para a turma de História do Direito.

Sabe quando você tem a impressão que o seu dia será divertido?!…. 

Por outro lado, amanhã, sem falta, tenho de entregar o texto final da minha dissertação. 

Tomara que dê tudo certo…

Torçam por mim.

Abraços,

abril 24, 2009

O fim de um ciclo.

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade — O Balconista: @ 15:45

Muita coisa aconteceu comigo neste período em que estive fora.

Converso aqui com os meus amigos que, de uma forma ou outra, passam por aqui para uma leitura frugal.

O que aconteceu?! Saí de casa. Destruí, ou desmontei (como queiram), uma vida que era, bem ou mal, uma metade. Não havia um inteiro. Muito se perdeu ao longo da caminhada, e, alguma parte, sequer iniciou aquela jornada.

De um relacionamento, se não nos entregamos, por certo, ele não logrará o êxito tão esperado pelos jovens adolescentes apaixonados.

Pois é; terminou.

E ao mesmo tempo em que termina, alguma coisa germina.

Quem é ela?! Por hora, contentem-se em saber que ela é a senhora dos meus dias e a minha calmaria nas noites tempestuosas. Clichê? Foda-se! é assim como eu me sinto, e é assim como descreverei os meus sentimentos; afinal, você se está aí sentado, lendo isto, é porque quiz! Se não quiser, dane-se! Você não tem ouvidos de ouvir!

Desculpem pelo tom ácido destas palavras, pois, conforme entitulei, fecha-se um ciclo agora, e, muito do que está sendo expurgado agora, acaba saindo de uma forma violenta e dolorosa, deixando manchas na pele, que, em breve sumirão como um bronseado que se esvai no inverno.

É o fim de um período turbulento, e isto é bom!. Porém, não significa que problemas ou pequenas tempestades não possam ocorrer, mas a força para vencê-las está renovada. O que me interessa, e para mim basta, é que a bonança chegou. E ela tem nome: Morena.

É…

O fim de um ciclo é o começo de outro.

Que sejas bem-vindo, então!

agosto 1, 2008

Boas vindas

Filed under: Uncategorized — O Balconista: @ 14:48

Ontem à noite aquela que se auto intitula minha namorada me disse, num arroubo carinhoso, com a expressão facial nada ameaçadora: “Quem porventura ler o seu blog vai pensar que eu sou mesmo uma megera…você me paga”. Eu, tentando refrear a ira da minha consorte, retruquei, humildemente: “Ainda bem que ninguém lê, né, Morena?”. Não adiantou muito, mas ela foi piedosa e devo dizer que as minhas funções motoras estão voltando ao normal. Mas, devido ao incidente, fiquei pensando que já era hora de divulgar o meu blog para o mundo. E resolvi começar com nada mais, nada menos, que a minha digníssima mãe, que anda um ás do computador, navegando horrores. Então, este post é apenas pra dizer que, num arroubo de infância tardia, eu “quero mandar um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra você”. Seja bem vinda, minha leitora número três.

julho 23, 2008

E PENSAR QUE A ROBERTA CLOSE FOI MEU CUPIDO…

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade,Sei lá! — O Balconista: @ 15:03

Tudo começou com um clique do mouse.

A rede mundial de computadores, como que mancomunada com o destino, me direcionou para um link que eu jamais pensaria em visitar: bundafurada.blogspot.com

“Bunda Furada”… Vamos e convenhamos, caro leitor. Quem, em sã consciência, procurando por textos jurídicos, iria clicar no link de um blog que pelo nome, deveria abordar os temas mais “cabeludos” que se pode imaginar. Olha lá!, Pelo amor de Deus, o nome é BUNDA FURADA!! Faça-me o favor!

Pois é… eu também pensei nisso. Mas, como todo o curioso que se preste, resolvi descobrir o real tamanho do furo desta bunda e pus-me a lê-lo.

Que grata surpresa. A autora do blog é uma excelente contadora de histórias, daquelas que consegue pegar um evento tenebroso e transformá-lo em uma coisa leve e com um excelente humor.

Após ficar embevecido com os textos postados, resolvi que deveria me comunicar com aquele ser de mente brilhante. Mas como? De que forma? Utilizando-me de que abordagem: intelectual ou canalha? Convidando para um chopp? Bah! Nenhuma dessas parecia que iriam surtir o efeito pretendido: estabelecer um canal de comunicação com aquele ser de outro planeta, que se identificava como “mal-humorada crônica e que gostava demais de um mal feito para ser gente boa”.

Pus-me a pensar então em um modo eficaz, e, num lampejo de idiotice, resolvi mandar um e-mail totalmente despretensioso parabenizando por um determinado conto postado, fato que rendeu um e-mail de retorno, com um pedido para que me apresentasse, porque não seria justo, que somente eu “ficasse olhando pelo buraco da fechadura”.

Sabe aquelas situações em que você se sente apertado, e quer pedir para o mundo parar para você descer?… Pois é! Estava me sentindo assim. O canal de comunicação parecia estar aberto, mas como mantê-lo?!

Colocando para trabalhar aquele excesso de neurônios que nós homens temos a mais que as mulheres, lembrei-me que não existe melhor jeito de conquistar uma mulher que não seja desprezando-a. E foi assim que eu fiz.

Devolvi o e-mail dizendo um bando de baboseiras sem nexo, e argumentando que não faria nenhuma apresentação formal, porque estava me sentindo “meio Roberta Close”, e que se ela não entendesse o significado da expressão, que pedisse “ajuda”.

Rá! Pronto. A isca estava lançada e o peixe saiu em busca dela como se aquela fosse “a última coca-cola do deserto”.

Em tom blasé, comunicou que gostou da minha “apresentação”, e, como que se fazendo de desentendida, iniciou por questionar o que significaria “meio Roberta Close”.

O peixe foi fisgado!

Dois e-mails depois, sonegando a informação, resolvi que seria o momento de contar o pensamento canalha que se escondia por sob aquela expressão, mas não sem antes questioná-la se conhecia a história daquele ícone, e para alguns sex simbol, dos anos 80.

Não deu outra. Depois de mais alguns xingamentos em minha caixa postal e alguns cliques no Google e no Wiki, ela afirmou que estava apta a descobrir aquele segredo guardado pela geração da década de 80.

Então, em um tom mais blasé que ela simplesmente lhe falei: “Ah, agora não. Estou “sem saco” para fazer isso”.

Resultado? Apaixonou e disse que não me larga mais…

 

O Balconista.

julho 10, 2008

Constatação!

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade,Protesto! — O Balconista: @ 14:06

A Morena, porque ganhou um cartão de desconto de uma farmácia aqui de Brasília, me fez rodar 10 Km só para poder usá-lo na compra de uma (01 unidade) aspirina… É MOLE?!?!

Sabe o que é pior? Eu nem reclamei e ainda achei bom…

Definitivamente, eu sou uma besta.

junho 19, 2008

Pensamento do dia.

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Sei lá! — O Balconista: @ 11:47

Acordei hoje refletindo sobre uma frase que uma amiga minha proferiu:

“É preferível suportar o peso da mochila em uma trilha, do que a dor na consciência de não tê-la feito.”

Definitivamente, eu estou precisando colocar o pé no barro!

O Balconista.

junho 3, 2008

ONTEM, HOJE E SE DEUS QUISER, PRA SEMPRE…

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 13:48

Ontem recebi um e-mail de uma morena, que tem um lindo narizinho empinado, me dando conta dos “marcos importantes do nosso relacionamento”.

Confesso à vocês que eu não sou o cara mais romântico do mundo, principalmente no que se refere a datas importantes, ou que possuem certo relevo nas relações de um casal. Eu esqueço todas! E para não passar por grosseirão, ao menos não na frente daquela que roubou meu coração, coloco todos os alarmes para disparar: celular, outlook, agenda e os demais serviços gratuitos disponíveis na internet.

Após receber tal “comunicado”, devo consignar nos autos para futura referência, mesmo que isso signifique confissão quanto aos fatos, fiquei extremamente feliz, satisfeito e envaidecido de receber tal “informação”. É sério! O ato praticado por aquela que diz me amar, demonstrou total coerência com suas palavras e gestos. Chegou até a me dar um frio na espinha…, um friozinho daqueles gostosos que deixam um sorriso bom na fronte e enchem o coração de alguma coisa que eu não sei classificar, mas que os outros insistem em dizer que é o tal do amor. Vá lá que seja, então.

Mas, como não podia deixar de ser, eu, em razão do fato de não conseguir ficar um dia sem brigar com ela, passo a fazer algumas correções no texto que ela enviou. Ei-las:

 

Marcos importantes do nosso relacionamento:

 

18/02/2008 – primeiro contato

14/03/2008 – primeiro encontro

01/04/2008 – pedido oficial de namoro.

 

Ou seja, hoje (02.06.2008 ) faz:

 

3 meses e 15 dias que mantemos contato.

2 meses e 19 dias que nos tocamos pela primeira vez.

2 meses e 1 dia que você me pediu em namoro.

 

A primeira correção se faz na primeira data, por óbvio.

Dia 18.02.2008 não foi o nosso primeiro contato, meu amor. Eu já vinha tendo contatos com você anteriormente, mesmo que de forma solitária. Eu tendo a acreditar nisso, seja porque eu já lia os seus textos e me apaixonava pela sua mente; seja porque eu sei que já vivi vidas anteriores ao seu lado, do contrário, não existiria justificativa para uma simbiose tão grande; seja porque mesmo antes de te conhecer pessoalmente eu já convivia com você em meus sonhos.

Em resumo, me recuso a aceitar data tão próxima para o início de nossa relação! Nunca! Jamais! Em tempo algum!

O dia 14.03.2008 não pode ser classificado como nosso primeiro encontro, mas sim, como o meu nascimento. Sim, meu nascimento, porque eu não consigo conceber como eu pude sobreviver sem a sua presença por longos 33 anos. Então, meu amor, faça as correções devidas, eu tenho só 2 meses e 20 dias da minha nova existência, o que faz com que você seja mais velha que eu, e tenha responsabilidades sobre a minha educação. Cuide bem de mim, héin! (piada interna: isso não valerá para qualquer fim de direito, principalmente a título de eventual requerimento de tutela)

Morena, primeiro de abril não e uma data qualquer. É do dia da mentira! E, considerando o meu jeito de ser, não poderia fazê-lo em data diferente. Tinha de ser naquele dia o pedido formal, e não oficial, porque, desde antes de 18.02.2008 eu já estava oficialmente namorando você, só que você ainda não sabia… Desculpa, tá?!

Então, partindo desses pressupostos, todos os cálculos apresentados estão errados, porque:

1.                          Eu amo você demais para poder me contentar com 3 meses e 16 dias de relacionamento.

2.                          É torturante demais pensar eu que só tive a felicidade de sentir a maciez da sua pele há 2 meses e 20 dias;

3.                          É mentira que eu tenha te pedido em namoro só há 2 meses e 2 dias.

 

Caramba… como é que eu consigo ficar escrevendo tanta bobagem, quando, ao fim e ao cabo, eu só queria te dizer que te amo, quero dizer, te desejar Feliz Aniversário. Sim, porque hoje é o dia do seu aniversário, caso você não se lembre, afinal, esta data não veio consignada como “marco importante do nosso relacionamento”.

Isso aqui era para ser só mais um daqueles textos sacais, nos quais se deseja saúde, sucesso, dinheiro, amor, felicidade até o próximo aniversário chegar. Mas não! Eu não conseguiria ser assim, principalmente devido à minha modéstia, pois, depois que você me conheceu: a) você tem largas doses de amor; b) felicidade sem qualquer tipo de regulação; c) sucesso, porque eu não dou bola para qualquer uma, e namorar comigo é um privilégio equiparável a ganhar o American Idol!; d) Dinheiro, morena, é uma questão de tempo, e; e) saúde, você tem de sobra!

Tá, eu sei, o aniversário é seu e você tem todos os direitos, mas, quantas vezes eu te pedi, envolto em seus braços para que você não me beliscasse, porque se aquilo fosse um sonho eu não gostaria de acordar? Pois é, não me belisque agora, deixe-me acreditar, e a força do pensamento tem seu poder, que eu estarei ao seu lado, por muitos aniversários ainda, vendo seus olhos marejarem com a chegada de um rebento, sentindo o tempo se instalar em sua pele, e colhendo, cada vez mais, seus sorrisos e olhares de ternura, mesmo que para isso eu tenha que satisfazer seus desejos e desmandos.

Feliz aniversário meu amor, mas como todo o ser inconveniente, eu não poderia terminar isso aqui sem te contar que, em verdade, quem ganhou o presente fui eu. VOCÊ!

 

Amo você.

Fá, que também assina, O Balconista.

junho 2, 2008

Você conhece a Liviolândia? E a Lenda do lugar?

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Protesto! — O Balconista: @ 14:04

 

 

 

            Mulheres…BAH!

 

 

 Vocês já devem ter me ouvido falar que mulher é um bicho muito parecido com seres humanos, né?! Pois é, depois disso, já ouvi me chamarem de grosseirão, turrão, machista e outros adjetivos que não convém citar, mas, mais uma vez, preciso vir à público para relatar um fato estarrecedor.

Aos mais sensíveis, por favor, fechem seus navegadores, ou não prossigam daqui, e nem leiam em voz alta, porque não quero ser responsável por futuros traumas causados em crianças de tenra idade.

Pois bem. Depois não digam que eu não os avisei!

Todos já devem ter ouvido alguém, em algum lugar, dizer que “com mulher não se pode dar folga”, ou “que mulher tem de ser tratada assim: no cabresto curto”. Não é mesmo?

Pois é. Eu tive uma infância diferente. Minha mãe sempre me ensinou que deveríamos tratar a mulher com dignidade e igualdade, não obstante termos mais neurônios que elas, e que não deveríamos fazer nada que pudesse magoá-las.

Mamãe, eu tentei! Juro que tentei!

Por força desses ensinamentos, ao longo dos anos, pautei minhas ações para com o sexo feminino da forma mais digna e mais respeitosa possível.

Recentemente, vocês devem ter ouvido dizer que eu não sou mais um bem no mercado, ou seja, que eu estou namorando, mas, não obstante todo o amor que eu tenha dedicado à minha amada e jamais traída namorada, e independentemente do tratamento de princesa que lhe proporcione, fui surpreendido por aquela que diz me amar.

No dia vinte e cinco de maio, próximo passado, recebi a seguinte missiva eletrônica “daquela advogadazinha”, contendo uma ameaça aterradora. Vejam só:

A soberana suprema da Liviolândia vem por meio desta intimar V. Senhoria a providenciar urgentemente a satisfação da necessidade abaixo especificada no prazo máximo de dez dias, sob pena de açoite em praça pública e greve generalizada.

 

Atenciosamente.

 

Na referida correspondência havia um anexo de uma imagem de um casal de abraçando, e, ao que se percebe, o e-mail possuía o objetivo de pedir um abraço, fato que, à toda a prova, deveria ser uma coisa romântica. Mas não foi, né?!

Resolvi então que seria hora de dar um basta naquilo e que, a partir de então, a colocaria no seu devido lugar, mas, ainda assim, respeitando os mandamentos que a minha santa mãezinha havia me ensinado.

Precisava bolar um jeito de encurtar o cabresto e acabar com a folga daquela que se intitula minha namorada.

Resolvi que a mandaria para a “pííííííta-que-pariu” ou para o “raio-que-o-parta”. Não. Melhor que isso! Vou mandá-la para o reino dela! É isso! Vou criar o reino dela: a Liviolândia, eu serei um residente que irá mostrar para o mundo como uma mulher pode ser vil e cruel com o homem que a ama, principalmente, levando-se em consideração que EU serei o autor da estória. Rá!

Sabe o que aconteceu?! Ela se apropriou daquilo, criou um blog e agora me escravizou para ficar escrevendo estórias para ela.

Humpf!…

O Balconista.

 

 

 

 

 

maio 22, 2008

TODA A CARAVANA DE PUTAS TEM UM MOTORISTA

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Felicidade,Protesto! — O Balconista: @ 09:28

Tem gente que não se enxerga mesmo, né?

Explico.

Basicamente o homem médio tende a trabalhar mentalmente com as seguintes máximas: “a galinha do vizinho é sempre mais gostosa que a minha” e “o pior sempre acontece comigo”.

Pois bem.

A moça que escreve sobre bundas e buracos, ali ao lado, resolveu mudar de foco e contou sobre um episódio, que reputo verídico, de sua vida.

Disse a gentil senhora que foi a organizadora da caravana de putas que animou os comensais na Santa Ceia, após terem eles se refestelado de pão e vinho. Tudo isso para justificar um simples problema de cancelamento de senha na internet e um péssimo atendimento do HelpDesk da empresa provedora do serviço.

Penso que este exemplo se encaixa perfeitamente nas máximas que transcrevi no início deste post, pois quer ela fazer crer que é a mortal mais infeliz do planeta, ou, de outra maneira, que Murphy lhe dá uma atenção toda especial no quesito “como estragar meu dia feliz”.

Tem dó, né, “fia”?!

Tal ato é, até que se faça prova em contrário, uma demonstração clara de egoísmo e auto-penitência sem precedentes e para lá de desnecessária.

Minha senhora! Por favor, olhe para os lados e perceba que existem problemas maiores que o seu. Imagine que há pessoas que não tem os braços e nem por isso deixam de ter coceira no cu, ou nem por isso vão deixar de limpar a bunda.

Veja bem. Você tem um namorado lindo, gente boa, bem sucedido, que gosta de sexo, professor universitário e que te ama e faz quase tudo por você, e você ainda fica reclamando?

Veja o meu caso, por exemplo. Resolvi me apaixonar por uma gentil donzela que:

a)     reside a mais de 400 quilômetros da minha residência;

b)     é uma advogadazinha recém formada, que tem a nítida sensação de que é gente;

c)      possui uma mãe que odeia, eu disse odeia, pessoas que “provém da internet”, e que moram longe da casa dela porque são todos um bando de malucos;

d)     não tem solidariedade para com o próximo;

e)     tem um coraçãozinho negro, duro e pequeno;

f)        os ex-namorados dela residem na mesma cidade, e eu aqui, a mais de 400 quilômetros, pensando que todos devem ser canonizados por não tentarem tirar uma casquinha de uma morena estonteante;

g)     tem uma amiga que é bruxa e vive tentando costurar o meu nome nos lábios de um anfíbio anuro obeso;

h)      vez por outra furta minhas roupas íntimas para enterrar em algum lugar que eu prefiro não saber;

Isso só para falar o mínimo!

Voltando, agora ao “mi mi mi” da cafetina organizadora da caravana de putas, pergunto: As meninas eram gostosas? Fogosas? Os comensais tiveram que pagar alguma coisa pelos “serviços prestados” ou aquilo foi um mero gesto de caridade? Algum dos apóstolos teve sífilis? Gonorréia, talvez?

Enquanto isso não for respondido, fico por aqui, buzinando dentro da van para ver se as meninas voltam logo dessa “tal Ceia”, de tal sorte que eu possa levá-las de volta para casa, ainda a tempo de pegar o jantar da patroa bem quentinho.

Mas fiquei pensando uma coisa… Como é que é que ela vai me pagar esse frete?

O Balconista.

maio 21, 2008

NOTA DE PESAR

Filed under: Felicidade,Protesto!,Sei lá! — O Balconista: @ 19:48

 Lamento informar aos interessados e futuros ex-leitores deste blog.

 

Se vocês não entenderem muito do que for dito aqui, não se espantem. Para a completa compreensão da controvérsia, será necessária a leitura atenta deste e de mais alguns outros blogs, principalmente o Bunda Furada e o Livinrooom.

 

Explico.

 

Dizem alguns que vendi minha alma ao Diabo por trinta e três moedas de prata e a procuradora dele na Terra, a Sra. advogadazinha recém formada e editora do Livinrooom – “A Revistinha de Sexo Literário e Opinião sobre Moda da Mulherzinha Moderna”, vem cobrando de forma implacável os supostos direitos de seu constituinte. Então, se não lhe dou a devida atenção, já sabem né? Ela ameaça convocar as amigazinhas dela que vão me enfeitiçar ou então “rumar” um taco de baseball na minha “fuça”. Então, melhor não discutir muito.

 

É certo que a maioria dos posts aqui publicados não são mais direcionados ao público em geral, são, pois, demonstrações efusivas, ainda que algumas vezes cômicas, ácidas ou sarcásticas, de um amor que desabrocha e que se deseja tenha bons frutos.

 

Espero que vocês tenham tanto prazer na leitura desses textos, assim como eu tive ao escrevê-los, ou ao relembrar as histórias pelas quais esta morena de sorriso largo e cativante me fez passar. E tem cada uma…

 

O Balconista.

maio 20, 2008

A Solidariedade Morreu!

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica,Protesto! — O Balconista: @ 22:50

 

            Outro dia estava eu zapeando por entre os vários blogs da internet, quando me deparei com o seguinte post (confira aqui).

Após lê-lo, percebi, ou pelo menos achei, que ele relatava um pequeno trecho de um episódio que aconteceu em minha casa.

Eu sei que a resposta não veio a tempo e hora, como poderão alegar alguns, mas, somente hoje, depois de refeito do susto e mais recuperado do choque, me sinto apto a falar sobre a falta de solidariedade que tem sido a tônica em nossa sociedade.

Deixe-me contextualizá-los.

Em um determinado final de semana, aquela que se intitula minha namorada, veio me fazer uma “visita”.

Eu, inocentemente, pensava que se tratava de uma visita, ou de uma demonstração de amor e saudades, dessas que os casais normais e que se amam cansam de fazer, e parece, aos nossos olhos, uma coisinha para lá de piegas.

Que engano o meu… Ela veio para fazer uma fiscalização. É! É isso mesmo que vocês leram. F-I-S-C-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O. Lembram daquelas mulheres que saíam, na década de 80, com um bottom pregado em suas roupas, escrito “Eu sou Fiscal do Sarney”, e faziam verdadeiras blitz nos supermercados para controlar a alta dos preços? Pois é… a história é bem parecida.

Ainda em minha inocência, convidei “aquela que se intitula minha namorada” para um jantar romântico a dois, com direito a vinho e luz de velas em um restaurante francês que é um charme. Eu preparei o ambiente todo. Conversei com o maitre do lugar para reservar um cantinho só para nós, cardápio especial, enfim, pensem em tudo, e tinha a nítida sensação de que seria impossível que não conseguisse ganhar a menina e ainda levar de brinde uma maravilhosa noite de sexo selvagem.

Mais um engano de minha parte. Murphy, que ronda os meus sonhos, aprontaria mais uma das suas…

Pois bem. Estava eu me arrumando quando ouvi um grito surdo ecoar na porta da minha casa. Saí do closet todo atrapalhado, ainda abotoando a calça jeans, quando me deparei com a seguinte cena: minha amada e jamais traída namorada plantada na frente do apartamento, com um sorriso cínico na fronte, e um balãozinho na cabeça (daqueles de pensamento), escrito: MORRA DESGRAÇADA!

De relance, eu ainda consigo ver as madeixas loiras da vizinha do 217, que se deslocava para o seu apartamento, no ritmo do tilintar das garrafas de vinho que carregava.

Pronto! Tinha de ser aquilo para estragar a minha noite! Só um fator surpresa daqueles seria capaz de colocar por terra todo o meu plano.

Aí, só me restava uma coisa, descobrir o que estava acontecendo.

– Que foi que aconteceu? – perguntei.

Com cara de não muitos amigos ela gemeu baixinho, e, me olhando fixamente, disse:

– A-d-i-v-i-n-h-a. – e indica com a cabeça a porta da loira, que ainda se atrapalha pra abrir a porta segurando a sacola com as garrafas de vinho.

            – Hein? – retruquei.

            – ISSO é sua vizinha? – como que num passe de mágicas ela coloca as mãos na cintura e arqueia a sobrancelha, esperando, sinceramente que aquelas poucas palavras soassem como uma defesa de doutorado para uma banca de catedráticos que já haviam lido mais de quinhentas páginas da tese. Pretendendo evitar maiores conflitos, e garantir, ao menos em parte agora, uma simples noite de sexo, respondi, ainda vacilante, na expectativa de ganhar mais algum elemento de compreensão: – Ah, é…eu também acho isso um absurdo.

– Ah, acha?

            – Acho sim. A coitada nem tem açúcar em casa. Já veio várias vezes me pedir uma xícara para poder terminar a receita do bolo que a sua santa mãezinha lhe ensinou…

            Nesse instante eu tranquei a porta do apartamento, agarrei a morena pela cintura e fui direcionando-a na direção do carro, na expectativa de que o foco da discussão mudasse.

Como eu havia dito, e após refeito deste susto, peguei-me pensando sobre como é difícil acreditar o quanto as pessoas são insensíveis aos problemas da vida alheia.

Coloque-se na seguinte situação. O preço dos ovos, leite, trigo, manteiga e fermento estão pela hora da morte, e no momento que você começa a preparar uma receita de bolo, não se deve parar, sob pena de transformar aquela coisa que deveria ser fofinha em alguma substância com consistência de bolo de aipim e de gosto um tanto duvidoso.

Como é possível então negar para o próximo uma reles xícara de açúcar? Nós somos cristãos, PELOAMORDEDEUS! Então, deveríamos nos empenhar mais em amparar o próximo, e fazer para com ele o que esperaríamos que nos fosse proporcionado.

Será que eu estou pensando alguma coisa errada? Acho que não.

GENTE DO CÉU! Como pode existir uma mulher assim sem coração? Que se esquece que a solidariedade deve ser cultivada desde a mais tenra idade? Cá pra nós, eu tenho quase certeza que ela é incapaz de dar um telefonema, daqueles de um realzinho mesmo, na Campanha da Fraternidade ou no TeleTom. Vá de retro! Credo em cruz, mangalô-trêis-veiz!

Definitivamente, a solidariedade morreu!

O Balconista.

abril 29, 2008

Não tinha como não dar errado…

Filed under: Fantasias reais ou realidade fantástica — O Balconista: @ 16:17

               Uma vez, uma amiga da minha mãe disse assim para ela:

             Fulana (mãe, desculpe, mas vai ficar Fulana mesmo, porque eu não vou dar o seu nome na internet não!! Tem graça, né?!), tome cuidado com seus filhos, porque, se uma menina resolver namorar com eles, vai querer logo se mudar para dentro da casa deles. Eles são muito bons. Não batem em mulher, não fumam, não bebem, e tem um preparo físico excelente!

             Minha mãe ouviu aquilo com um certo ar de descrença, mas, como era um conselho, resolveu guardar, e, há poucos dias, sei lá por que cargas d’água, entendeu que era hora de me contar essa história.

Intuição feminina? Bruxaria? Eu não acredito nisso, mas, qual não foi a minha surpresa? Não é que coincidiu com o período em que aquela ali resolveu vir me visitar em Brasília?

            Estranho… muito estranho….

            Mas, eu pensei: Bah! Isso não deve ser nada de mais. Doideira da minha mãe. Vai ser só um final de semana bem gostoso, com uma morena linda e muito errrr… bem… enfim, vocês entenderam, né?

            Aí, quando ela chegou, foi logo me dizendo que queria fazer uma mudança nos móveis da kit (que quase não existem), “porque o feng-shui deles não estava bom”. Disse também que aquela camiseta que eu tinha da “Choppada da Faculdade de Direito de 1994” tinha que virar pano de limpar banheiro e que “precisava, urgentemente, conhecer meus amigos”.

           Caraca! Nessa hora eu gelei. Todos os meus alarmes soaram! Parecia aquela música do Pink Floyd que começa com todos os despertadores do mundo tocando ao mesmo tempo.

           “Corre cambada, que o General de Primeira Brigada chegou!”, pensei.

            Por mais que a situação fosse alarmante, tipo, “Perigo Nível 7”, ou “lixo atômico sendo transportado em latinha de margarina”, eu só tive fôlego para responder uma coisa: “Claro que sim, meu amor”.

           Tal resposta, eu preciso explicar, é padrão e serve para te livrar de maiores problemas ou aborrecimenos desnecessários, variando, no muito, entre a afirmativa ou a negativa.

           Utilizei-a como tática evasiva para evitar um confronto direto, ali, naquela hora, mas precisava ser rápido se ainda queria preservar a minha liberdade.

           Pensei quem seria o “cara ideal” para apresentar-lhe.

          Não poderia ser qualquer um. Tinha de ser alguém deplorável. Um escroque. Corri mentalmente a lista dos meus amigos, e dentre todos, consegui excluir 3. Tá, esses podem ser facilmente caracterizados por bichinhas, mas fazer oque? Os caras são gente boa.

         Precisava eleger, então, outros critérios, para tornar a busca do “escolhido” mais eficaz. Eliminei de cara todos os que tivessem idade compatível com a dela, e todos os que pudessem desenvolver um diálogo, ainda que minimamente, amistoso, afinal, concorrência é sempre concorrência.

        Cheguei então ao “cara”. Quarenta e sete anos, mora com os pais, é garoto de programa (trabalha com informática, analista de sistemas. Ué?! Pensaram o que?), não escova os dentes pela manhã, porque, segundo ele, deixa a cerveja com um gosto ruim e só usa camisetas do Jetho Tull (as originais, compradas em Woodstock).

        Hehe… o plano estava em execução.

        Levei-a para almoçar num boteco que serve uma codorna ensopada divina e um pescoço de peru ao molho fenomenal, mas, confesso, é um muquifão! Ela ia detestar. Eu tinha certeza disso.

        Marquei com ele uma hora depois do horário, só para deixá-la irritada e para ver se eu conseguia criar um clima desagradável na mesa.

        Maquiavélico, eu? Imagiiiina.

       Cenário armado. Litigantes de cada lado da mesa, e qual não foi a minha surpresa? A porra do meu amigo não inventou de levar a namorada muda que ele tem!

       E pior. Ela não achou isso lindo e adorou a comida?!?! Disse que eu e meus amigos éramos pessoas sensíveis e de bom coração, que o pescoço de peru estava temperado com ervas finas, e que estava louca para contar para a mãe dela, minha sogra (ela fez questão de frisar isso), que eu era o par perfeito para ela.

        Putz… Depois disso, eu estou aqui me perguntando: Porque que a mamãe não me telefonou mais cedo?

       Droga!

 O Balconista.

 

 

 

abril 28, 2008

A Mãe da Noiva.

Filed under: Protesto!,Sei lá! — O Balconista: @ 09:54

Dez da manhã. Dia claro e sem nuvens. A previsão do tempo anunciava uma chuva que nunca veio. Toca o telefone:

 

– Bom dia! – diz ela.

– Bom dia. – diz ele numa voz gutural e pouco amistosa.

 

Talvez ele tivesse pensado: “Bom dia pra quem, cara pálida?!”, mas resolveu que não seria apropriada a abordagem. Quem sabe ele tivesse pensado em margaridas e crisântemos quando ouviu a voz alegre ao telefone, ainda que fossem oito e meia da madrugada daquele sábado. Ela tinha dessas coisas.

 

Levantou, resignado com a vida e decidiu que um banho quente seria a melhor coisa a fazer.

 

Depois do vidro embaçado e de uma tentativa vã de pentear os cabelos, vestiu a calça e, no momento em que a abotoava, a porta do quarto se abriu e ela entrou, interrompendo o mau humor que o dominava com uma seqüência indiscutível de beijos matinais.

 

– Meu amor! Tenho uma coisa importantíssima para te dizer. Se, por algum acaso, ou nalgum dia você vier a encontrar com a minha mãe, ou for a ela apresentado, jamais, eu disse jamais, diga a ela que nós nos conhecemos na Internet e que você mora em outra cidade… Ela odeia “esse tipo de gente”. Ela acha que são todos uns aproveitadores e pervertidos sexuais. Tudo isso depois que as minhas tias mostraram para elas aquelas reportagens sensacionalistas do “Aqui Agora!”…

 

O dia parecia promissor, mas, Murphy sempre cobra seu tributo dos incautos. O telefone celular toca e o ogro irritado escuta a metade do diálogo:

 

– Alô?… Hein?… Como assim ninguém foi na festa da prima?… Hein?? E agora eu é que tenho de resolver o problema? Fala séeeerio…. Vocês vão para a Novena de Santa Clara do Passa Quatro, e eu é que tenho de ir para o abatedouro?!! Tenha dó, né?

 

Ele arqueia a sobrancelha, desconfiado. Aquela introdução não soava nada animadora.

 

– Hum… Sei, mãe… Claro que sim… Eu não estou brigando com a senhora… Mãe…. Não Mãe, eu não estou reclamando porque a senhora foi para a Novena…. Não, Mãe, não me rogue praga… eu também sou devota de Santa Clara do Passa Quatro, mas ontem eu queria encontrar com o meu namorado…Tá… eu vou lá então. Compro o presente e vou lá.

 

“Droga”, pensou ela. “E agora, como eu convenço a fera?”

 

– Amorziiiiiinhooo… – O silêncio paira sobre o quarto, como naqueles momentos em que a presa pressente a proximidade do caçador, aguardando somente ouvir o tiro fatal…

 

– Beeeeenhêeeee…. vamos ao shopping comigo? Tenho de comprar um presente que a mamãe pediu…

 

– Claro que sim, meu amor! – ele repete a frase cunhada pra livrá-lo de maiores discussões.

 

Shopping. Sábado pela manhã. Poupá-los-ei da descrição do inferno. Dante o fez com mais propriedade do que eu conseguiria fazer.

 

Presente comprado, mas sem não antes colocá-lo numa sinuca de bico, daquelas parecidas com perguntas feitas às quatro da manhã ao retornarem de uma festa: “Quem era aquela loura xexelenta que não tirava o olho de você?” E você responde como se não soubesse: “Loura? Que loura?” E torce para tudo terminar ali…

 

Depois do shopping ele imaginou que merecesse um banquete e logo depois, se refestelar com a presença daquela que lhe iluminara o dia. Ledo engano. Hora de pagar o tributo a Murphy.

 

– Beeeenhêeee… nós vamos lá na casa da fulaninha entregar o presente e tomar uma bronca porque nós não fomos na festa, viu?

 

A vontade dele era de gritar com ela. Mas, como argumentar quando ela vinha para o lado dele com aquele sorriso irritante?

 

O orgulho devidamente resguardado, rabo entre as pernas, língua para fora e lá se foi ele, caminhando ao lado de sua dona para onde quer que ela fosse.

 

Terminada a tarefa, ele pensou, seria recompensado. Mais uma vez ele estava enganado. O pior ainda estava por vir.

 

– Tem mais uma visitinha que devemos fazer… Vira aqui, ó… Isso… é nesta casa… Vou te apresentar alguém muito importante para mim…

 

“Isso não vai dar certo…” ele pensou, mas resolveu que também não seria prudente fazer este comentário. Desligou o rádio do carro, a tempo ainda de ouvir o último boletim do tempo: “Atenção, senhoras e senhores, a previsão para as próximas horas é de chuva grossa, ventos fortes, raios e trovoadas por toda a região metropolitana de …”

 

– Tá certo… – ele resmungou, como se o dia pudesse ficar pior.

 

– Benzinho, vem cá que eu quero te apresentar alguém…

 

– …

 

– Essa aqui é a mamãe…

 

– …

 

– Mamãe, esse aqui é o meu namorado da internet e que mora em Brasília…

 

– …

 

– Nossa, filha, que mão gelada que ele tem… ele está bem???

abril 23, 2008

Desculpas

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 21:44

Desculpem pela ausência, mas é que durante os últimos dias tive de lidar com um problema. Na verdade, um castigo.

Um castigão, melhor dizendo. Um metro e sessenta e sete centímetros de altura, morena e cabelos cacheados. Deu trabalho, viu!

E agora, estou resolvendo um problema acadêmico e enquanto tento não pensar nas coisas que eu fui obrigado a fazer no final de semana.

Enfim, espero voltar em breve, seja aqui, ou em outro lugar.

O Balconista.

abril 11, 2008

COMÉDIA ROMANTICA?

Filed under: Felicidade,Sei lá! — O Balconista: @ 10:33

            E o tempo que ele tinha se acabou. Hora de voltar para casa. Por mais que quisessem ficar juntos, a história da Gata Borralheira se repetia. Uma hora ele viraria abóbora e voltaria para a sua cidade… Que jeito?

– Vamos tomar um café? – disse ela, como que querendo animar o ogro que se postara ao seu lado.

– Claro que sim, meu amor! – retrucou, num tom não muito amigável.

Tomaram um café e pediram um suco com uma mistura de frutas que, por certo, ele não se lembraria jamais.

Enquanto sorvia aquela beberagem diet que ela insistia em lhe empurrar, ele pensava em quanto tempo faltava para a próxima troca de óleo do carro e quanto de desgaste de peças e pneus ele estava tendo com aquelas viagens. Aquilo, definitivamente ia acabar com o preço de venda daquilo que ele tinha por mais precioso.

Ficou mudo por uns minutos, pensando no orçamento que o mocorongo da oficina iria lhe apresentar. Enquanto isso, ela fitava seus olhos, como que tentando imaginar em pensamentos aquela mente estava imersa. Seriam pertinentes aos momentos tórridos de amor que tiveram, ou talvez ele estaria imaginando que aqueles encontros esporádicos poderiam vir a se tornariam um “namoro firme”. Ela não sabia quais eram as intenções dele. Se ele gostava dela como ela o idealizava, ou se aquilo para ele não passava de uma outra aventura.

Ele olhou para o relógio. Meio dia. Hora de deixá-la em casa. Ele teria mais 5 horas de estrada pela frente, e, dirigir no crepúsculo não era um pensamento que lhe agradava, principalmente considerando os seus 7 graus de miopia.

Ele beijou-a ternamente. Repetiu aquelas juras de amor que todo o homem faz para evitar maiores discussões nos relacionamentos e disse-lhe que precisava partir.

Ela bateu a porta do carro, como quem sela um destino fatídico.

Ele, a seu turno, sentiu a pressão do ar comprimindo-se dentro do carro e pensou:

– Droga, ela está achando que isso aqui é uma geladeira para bater com tanta força? Puta que pariu!

Engatou a primeira e fez o giro subir para 4.500 rotações por minuto. O ronco daquele motor 2.5 diesel era uma coisa linda de se ouvir. O sorriso iluminou seu semblante. Não havia nada mais prazeroso que domar aquela belezura. Soltou o freio fazendo a caminhonete pular como um cavalo chucro ao sair do brete.

Ele olhou pelo retrovisor. O olhar dela, parada na calçada, era devastador. Parecia que ele podia ver aquele coraçãozinho saltando do peito.

– Droga, eu não devia ter feito isso aqui. Agora ela vai ficar me enchendo o saco com aquele blá, blá, blá de que eu não posso ficar correndo na estrada… – pensou ele.

Sinal fechado.

– E agora? O que eu faço? Pensa, negão, pensa…

Uma luz surgiu na sua mente. Nenhum carro atrás. Engatou uma ré e voou em direção a ela.

Ela abriu a porta, aflita com aquela reação súbita.

– Esqueceu alguma coisa? – perguntou.

– Esqueci. Me dá mais um beijo!

 

 

 

abril 8, 2008

Previsão do tempo II

Filed under: Uncategorized — O Balconista: @ 20:14

       

         E voltamos aqui, queridos ouvintes da nossa Rádio Cipó Fm, para mais um Boletim do Tempo, com o patrocínio da Cervejaria Nararosa: “Uma delícia de cerveja!”

        Enfim, a chuva deu uma trégua, e teremos, ao que parece, um período de estiagem, após três dias de águas celestiais ininterruptas.

        As novenas e orações que tomaram noites a fio das beatas, e os tambores que se ouviam ao longe nas matas, parece que conseguiram acalmar a ira dos céus.

        As pradarias do Planalto Central, agora estão repletas de água, que garantirão um ano de boa safra e reservatórios cheios.

        O bolsão de ar quente que se deslocou de Minas Gerais parece garantir tempo bom e as crianças poderão, enfim, voltar a povoar os quintais com suas brincadeiras de amarelinha, peão e pega-pega.

        A menina de tranças negras nos cabelos pode voltar a sorrir e lembrar dos desenhos que imaginava nas nuvens, mas, seja breve, minha menina, pois a previsão para os próximos dias é de “Céu de Brigadeiro”.

        As donas de casa terão que trabalhar dobrado para alvejar todos os lençóis que foram manchados pela chuva, mas o cheiro bom que eles terão, certamente compensará as horas a mais de cantigas na beira do ribeirão.

       É isso aí, queridos ouvintes, em breve voltaremos com mais notícias, entretenimento e diversão para vocês que sintonizam a Rádio Cipó Fm. Esta hora contou com o patrocínio de “LIVinRooom, Revista de Literatura e Opinião da Mulherzinha Moderna!”

 

 

O Balconista.

 

 

 

 

 

 

abril 2, 2008

Murphy apronta das suas!

Filed under: Protesto! — O Balconista: @ 11:01

Mais uma vez, a previsão do tempo não se apresentou correta, ou melhor, não conseguiu se concretizar…

O Sol anunciado para o final de semana começa a se apresentar juntamente com algumas núvens, que podem ofuscar a magnitude do “Astro Rei”.

Mas isso é normal, né? Vocês já estão acostumados a saírem de casa de camiseta e bermuda, na esperança de um Sol escaldante, e, no próximo minuto, entra uma frente fria vinda da Argentina que deixa todos os pelos do único monossílabo tônico do corpo humano que não toma Sol completamente arrepiados?

Pois é… foi exatamente o que aconteceu comigo.

Quando tudo parecia caminhar em um rumo da bonança após a tempestade, alguém, lá em cima, resolveu colocar um ventilador ligado sobre as nuvens negras para que elas voltassem para a minha cabeça!

Maldito Murphy!

Minha qualificação de mestrado insiste em se agendar, sim, porque ela ao que parece tem vontade própria, no dia 11 desse mês. O final de semana chega mais rápido que deveria, porque eu não consigo operacionalizar as coisas que preciso…

A minha cabeça resolveu doer incessantemente, a garganta, que também não ia deixar barato, resolveu “dar o ar da graça” e um “que” de gripe dá sinais de presença. Os dentes, todos os das arcadas inferior e superior, do lado esquerdo, resolveram ficar sensíveis, sem ter nem ou por que. Sensíveis ao ponto de água à temperatura ambiente fazê-los doer…

Alguns diriam: “Frescura!”

Eu diria: “Saudades e agonia…”

Por hora, despeço-me.

O Balconista.

março 30, 2008

Previsão do tempo.

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 15:40

A previsão para a semana ainda é de tempo nublado. Para o final de semana, há a esperança de tempo bom, com Sol na maior parte do dia. Graças à dissipação de uma frente fria que estava estacionada sobre o Planalto Central, fruto do deslocamento de correntes de ar quente e úmidas vindas de Minas Gerais, os nossos amigos candangos poderão, enfim, sorrir.

Não entendeu a previsão? Problema o seu! Quem deveria entender, entendeu! Entendeu?

O Balconista.

(já vendo o sol se abrir…)

março 27, 2008

A fera.

Filed under: Sei lá! — O Balconista: @ 16:32

Hoje, desculpe, eu não passearia pela sua pele.

Hoje eu não estou leve. Não estou amoroso.

Hoje eu te apertaria. Cravaria os meus dedos em seus quadris, como que querendo não de deixar partir nunca mais. Iria te domar como quem doma uma égua. Te cavalgaria e só te deixaria livre, quando, e se, minha respiração refreasse.

Hoje eu não estou calmo. Por certo, não te trataria bem. Provevelmente te tomaria à força, te morderia o pesçoco, arrancaria seus cabelos e não ouviria seus reclames. Ficaria surdo à sua voz. Não. Não é raiva. Teu corpo não serviria para descontar minha ira. Não. Jamais faria isso contigo. Seu corpo estaria hoje a serviço dos meus desejos mais animais.

Hoje o homem saiu. Ficou a besta. Ficou a fera.

Me perdoe.
O Balconista.

março 20, 2008

Tum, Tum… Tum, Tum…

Filed under: Sei lá! — O Balconista: @ 12:01

Saí. Viajei. Fui por aí pelo mundo. Resolvi fazer o Caminho de Santiago de Compostela para ver se ele passa por Passargada, de tal sorte, que eu ache a cama que contenha a mulher que escolhi.

Será que isso existe? Um lugar no mundo onde você consiga ser feliz sem problemas, sem amarras, sem medos, conseqüências ou angustias?? Alguém aí já ouviu falar em tal lugar? O Shangrilá? Já viu? Bateu foto? Fala sério…

Porra, alguém aí em dê uma ajuda!

Eu já tô começando a achar que isso é lenda urbana. História que nossos pais contavam pra dormirmos cedo. Tão verdadeiro quanto o coelhinho da páscoa, o Papai Noel, e o ratinho que leva seus dentes de leite que você coloca por baixo da cama.

Enquanto isso, eu espero.

Acho que no fim das contas, não fui para lugar algum.  Continuo aqui. Preso em meus pensamentos, raciocinando que nem um louco para poder entender o que eu preciso fazer

Eu preciso disso. Preciso pensar um pouco. Tentar equacionar algumas coisas na minha cabeça.

“Ela”, a mulher que vem com a tempestade e que tem cheiro de chuva, me disse para deixar essa baboseira de pensamento de lado, porque a nossa história tinha começado com o coração, e só por meio dele conseguiria sobreviver.

M A L U C A!!! M A L U Q U I C E !!!!! Definitivamente, ela bateu com a cabeça! Pensei.

Parei o mundo, então. Sentei-me na beira do caminho, chamei um garçon e pedi um café expresso, com chantili separado.

Não é que a maldita diaba tinha razão?

Só o coração pode dar uma solução para isso.

….

Já sei!!!!! Vou conversar com o meu coração!!! Simples assim!!!

Deixa eu ver o que ele me fala…

Tum, Tum… Tum, Tum… Tum, Tum… Tum, Tum…

Héin!?!?

Alguém aí tem um tradutor para entender o que ele está dizendo?????

O Balconista.

março 19, 2008

Jogar tudo para o alto…

Filed under: Protesto! — O Balconista: @ 16:30

Sabe aqueles momentos da vida em que tudo parece estar fora do lugar?

Parece que o dia nasceu mais tarde, que a noite nem é tão escura; que as piadas dos seus amigos não fazem mais sentido e que você se sente um verdadeiro peixe fora d’água?

Aí, quando tudo parecia não ter mais como dar errado, tipo aquela sensação de que você chegou ao fundo do poço, eis que aparece Murphy na sua frente e lhe entrega uma pá, para que você cave mais fundo!

Sabe o que é o pior?

É que você, sofregamente, arrebata a pá das mãos do seu algoz, e começa freneticamente a cavar. Agradecendo aos Deuses por ter tido aquela oportunidade.

Tudo bem… só me resta agora atingir o magma do centro da terra. Eu morro de uma vez, bem quentinho, e está tudo resolvido! Pronto!

Pronto?!

O seu buraco, meu querido, aquele que você estava cavando, começa a encher de água! Você atingiu um lençól freático! Sua besta! Agora você não consegue mais cavar. Não consegue sair do buraco. Está todo elameado e molhado!

Perfeito! Melhor impossível!

POOOORRA!!

Porque que as coisas não acontecem de uma forma plausível… lógica… programável?? Porque simplesmente não te deixam morrer em paz?

Porque que tem de ser tudo sempre assim?? Um atropelo só! Nada se encaixa no lugar….

Que merda!

E agora? E agora eu te pergunto!

O que você faria? Jogaria tudo para o alto? Comprava uma bicicleta? Virava yogue e ia meditar ou resolvia ser ongueiro da WWF para ajudar aos merdas dos pandas a descobrirem o que é sexo e não entrarem em extinção pela falta de uma trepada! Ô bando de animais idiotas!

Eu estou assim. Infeliz com a vida. Mas feliz com as oportunidades (porra, uma pá?!).

O Balconista.

março 18, 2008

Pronto! Eu disse!

Filed under: Protesto!,Sei lá! — O Balconista: @ 13:17

Pronto!

Eu disse. Sem meias palavras ou rodeios.

Falei o que tive vontade. O que pensei e o que penso. Sobre mim e sobre nós.

Se ela entenderá? Não sei.

Se ela aguardará? Não sei.

Eu falei e pronto! Dane-se o mundo, o Bush ou os ursos panda em extinção!

Taí o texto inteiro pra quem quiser ler. Pra quem souber ler.

Só sei de uma coisa. O coração está mais leve e a sede do beijo dela, mais forte!

O Balconista.

março 17, 2008

Tempestade.

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 10:51

Passei um final de semana de cão.

Vou explicar.

Fiz uma viagem para fazer um curso em uma determinada cidade. Tudo acertado, pego o meu carro e me pico no mundo. Quatro horas e vinte minutos de estrada e muitos SMS trocados com a professora, eu chego ao destino.

Qual a minha surpresa? Não tem um quarto disponível na bosta da cidade! Que me resta? Ir para outro lugar e achar onde pudesse descansar os ossos, porque sabia que o final de semana seria phodd@!

Tudo bem! Vamos lá. Vesti o espírito de Pollyanna e pensei: “Nada mais pode dar errado…”

Ledo engano!!!

Fiquei preso em um quarto de hotel de uma cidade imaginária, quase sem poder botar a cara na rua.Choveu cântaros! Melhor. Deu uma tempestade que eu nunca tinha visto na minha vida!!!

Ventos assustadores. Trovões e raios. Casas destelhadas. Ruas inundadas…

QUÉQUEÉISSO MEU SENHOR!!!!

Foi tanta água que choveu, que eu matei a minha sede, e ainda foi suficiente para encher 2 reservatórios do tamanho de Tucuruí.

Como eu tenho comigo o ditado de que: “Se é para ir pro inferno, eu quero é dar beijo na boca do capeta e, se der, passar a mão na bunda dele!”

Foi exatamente isso que eu fiz!

Botei uma sunga (imagina a visão do inferno daqui…) e fui tomar banho de chuva.

Noooossa Senhora! Jesus me abane!

Fazia tempo que eu não tinha essa sensação gostosa de água de chuva molhando o corpo.

Resultado?

Uma gripe puta na estrada de volta para casa, e uma sensação meio febril hoje.

Acho que não vou tomar remédio não…. tá gostoso ficar assim.

Snif!

O Balconista.

março 15, 2008

Mudança de opinião

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 20:11

É… acho que vou ter de fazer aqui o meu mea culpa.

 Mea culpa. Mea culpa, mea maxima culpa.

Pois é… conheci alguém pela intenet…  é… é isso mesmo… me enfiei em alguns sites, mas, não daqueles de arrumar casamento, sites de conteúdo. Queria conhecer pessoas. Queria saber o que elas colocam na internet, o que postam, o que falam de sua vida. Porque contam, para nós, anônimos, partes da história, ou momentos que lhes foram marcantes.

 Busquei as mais diversas informações. Desde conhecedores de cerveja, até às maiores aberrações sobre o sexo, que, se minha mãe soubesse, me faria ajelhar no milho por anos a fio.

Aí, sem querer, acabei topando com alguns sites de pessoas que sabem escrever. Que sabem contar uma história, e fazer daquilo, algo prazeroso para si, e para quem lê.

Me apaixonei. Não pela autora do blog, mas pela autora do blog, se é que vocês me entendem.

Mandei um e-mail, como quem não quer nada. Simplesmente parabenizando pela sua redação. Nada além. Sem qualquer intenção excusa.

“Uma grata surpresa”, me disseram… Esse foi o início do meu fim, da minha impáfia, e do meu cetitismo com internet.

A partir daí, diversas mensagens foram trocadas. Avisos de e-mails. Frases veladas. Textos subliminares, e entrelinhas que eram superiores à quantidade de palavras digitadas. Um verdadeiro assombro.

 Aí eu conheci uma menina. É, uma menina. Não a autora do blog. Aquela lá escreve com uma impáfia de assustar qualquer um. É crítica feroz e ácida. A que eu conheci, era só uma garota. A garota que se escondia por debaixo da autora do blog.

Ou melhor, a mulher que se escondia atrás da menina que escrevia o blog…. Ou melhor. Uma mulher. A mulher! Aliás, várias mulheres em uma só. Primeiro eu achei que estivesse conhecendo uma escritora. Me mostrou textos, contos e crônicas. Me enganei. Não conhecia a escritora. Havia mais alguém ali…

Depois, me apresentaram uma feminista. Me enganei, também. Havia ali, uma pessoa amargurada, pelo menos era o que ela dizia. Ela se enganou!

Resolvi, não depois de pensar muito no que isso poderia descambar, conhecê-la. Pesei os prós e contras, vi o resultado. Não gostei do que vi. Sabia que o resultado seria funestro… E daí??? A vida é uma só, e só se tem uma para viver.

All in, como dizem os jogadores de poquer…. Todas as fichas na mesa! Afinal, sem jogo, não se tem o que perder…

Que assombro! Não acreditei nos olhos que vi. Eram aqueles que criticavam, e os mesmos que afagavam. Me apaixonei. Me perdi.

Estou perdido!

Será que volto?

Não sei. Agora ela está me chamando para jantar…

Acho que não atualizarei isso aqui por um booom tempo.

O Balconista.

março 5, 2008

Conhecer pessoas pela internet?

Filed under: Sei lá! — O Balconista: @ 12:06

Vem cá! Você, em sã consciência, acha possível que pessoas se conheçam pela internet? Tipo, criarem vínculos, sentimentos, paixões, um romance, talvez?

Tudo bem, trocar um e-mail, logins de skype ou MSN, mas as “pessoas” não passam de um bando de letrinhas na sua frente, com uma @ no meio, ou de uma voz que, vez por outra é entrecortada pelo congestionamento na intenet.

Eu já ouvi falar de casos de pessoas que se conheceram e se apaixonaram. Se casaram, e hoje tem filhos… Tipo assim, um pendrive?!

Isso é muito estranho para mim. Eu sou do tempo do balcão do bar, da mão suada para ir falar com a menina, da cantada ensaiada que na maioria das vezes te deixava na mão (literalmente), mas esse negócio de bits e bytes, funciona?

Fala sério!! Alguém aí me acuda! Jesus me abane!

Outro dia foi minha secretária dizendo que iria se mudar para São Paulo par se casar com um cara que ela viu 3 vezes na webcam… eu achei loucura, mas, “eu amarro o burro, conforme o burro do dono manda”. Paguei os direitos trabalhistas dela, e mandei-a para a rodoviária.

Estou de cara! Recebi agora as fotos deles. 3 anos de casada, um filho, e pelo que se conta. Um casamento feliz.

É… acho que to ficando velho.

Vou procurar um “par perfeito” ou uma “alma gêmea”.

Volto já!

O Balconista.

fevereiro 19, 2008

Hoje eu estou assim…

Filed under: Sei lá! — O Balconista: @ 11:02

Hoje eu estou me sentindo meio assim… sei lá… tipo Roberta Close… Sabe?

Sem saco!

O Balconista.

fevereiro 18, 2008

Coisa mais chata!

Filed under: Protesto! — O Balconista: @ 10:28

Tem coisa mais chata na vida do que ser acordado no meio de seu sono reparador?!?

Tipo, imaginem alguém entrando no seu quarto porta a dentro, pulmões a pleno vapor, para perguntar a maior bobagem do universo, ou, para te trazer o telefone, porque “a moça da Brasiltelecom” está querENDO falar com você?!?!

Put@quepariu! Isso me irrita profundamente, tanto mais quando você não pode brigar com esta pessoa, por que, senão, as consequências podem ser proporcionais a de um incidente internacional, tipo daqueles quando um país resolve “mover” a sua fronteira um pouquinho mais para a direita…

Pois é… sogra é assim mesmo… parece que faz de tudo para te irritar (e algumas vezes consegue…).

Acho que talvez seja por isso que Deus não se casou, e nem autorizou aos padres que assim fizessem… já imaginaram a cena da sogra de Deus dando pitaco na criação?!?! Ou então a sogra do padre perguntando para ele, no meio da missa, se ele não está bebendo demais?!?!

É… cada vez mais eu concordo com a teoria de que as sogras (essa espécie de seres rastejantes, se é que vocês me entendem, que não entram em extinção) deveriam ser enterradas de cabeça para baixo, para que, na recorrência de um milagre, elas não tenham a chance de voltarem a te assombrar!

O Balconista.

fevereiro 15, 2008

Show!

Filed under: Felicidade — O Balconista: @ 17:30

Putz, que show…

Este ano, definitivamente, começou com o pé direito para mim, ou melhor, para nós.

O sonho do apartamento (tá bom que ele ainda não é o que queremos) está se concretizando… pelo menos o dinheiro para entrar e fazer alguma reforma está garantido!

O carro da minha amada e jamais traída companheira foi trocado por um importado; a “caminhoneta” está uma tetéia…; os velhinhos estão ótimos, e; lá na terrinha, a notícia é de que o Negão vai casar mesmo (o negócio é sério!!!).

São interessantes essas reviravoltas que a vida dá… um dia parece que nada de interessante acontecerá. Parece que você ficará, para sempre, naquele pasto, ruminando e olhando para a bunda da vaca mais próxima… e, de repente…, não mais que de repente… as coisas mudam e, BUM! Um turbilhão de coisas, como caixas mal arrumadas em um armário, caem sobre a sua cabeça e você tem de se adaptar…

Credo… isso aqui está até parecendo o “meu querido diário”… a finalide do Balcão não é essa, mas eu não podia deixar de expressar a minha felicidade.

Aliás! Qual a finalidade desta budega?!

Sei lá!

Me digam vocês!

O Balconista.

Bem vindos!

Filed under: Uncategorized — O Balconista: @ 14:13

Sintam-se à vontade.

Peguem uma cadeira, peçam sua bebida de preferência e um tira-gosto que agrade.

Molhe as palavras para que elas possam fluir.

Deixe as inibições “do outro lado do balcão”.

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